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Sobre o bloco

O Bloco Escravos da Mauá faz parte da SEBASTIANA - a Associação dos blocos de carnaval da Zona Sul, Centro e Santa Teresa da cidade de S. Sebastião do Rio de Janeiro, formada por: Simpatia é quase amor, Suvaco do Cristo, Barbas, Bloco de Segunda, Carmelitas, Meu bem volto já, Imprensa que eu gamo, Que merda é essa?, Gigantes da Lira, Bloco Virtual, Bloco da Ansiedade e Escravos da Mauá. 
Embora sem pertencer à Liga dos Blocos da Região Portuária, o bloco Escravos da Mauá a ela se agrega na defesa da rica cultura popular dos bairros da Saúde, Gamboa e Santo Cristo. Da liga portuária fazem parte o Coração das Meninas, o Pinto Sarado, o Cordão do Prata Preta, o Escorrega mas não cai, a Banda da Conceição, o Oba!, o Afoxé Filhos de Gandhi, dentre outros.
A bateria dos Escravos da Mauá é comandada pelo Mestre Penha e devidamente enfeitada pela rainha Michele. Nossas cores são o azul e o amarelo. 
Tendo Izair & Alexandre e Branca & Fernando Braga como casais de porta-bandeira e mestre-sala, o bloco desfila no domingo ANTES do carnaval e tem concentração no Largo de São Francisco da Prainha a partir das 10 horas. O calor é combatido com um super banho de mangueira para os foliões na chegada à Praça Mauá.
Entre um e outro carnaval, uma vez por mês, o bloco organiza uma animadíssima roda de samba em sua "sede social a céu aberto", o Largo de São Francisco da Prainha. Sempre com o "Fabuloso Grupo Eu Canto Samba" e seus fabulosíssimos convidados.
O bloco faz concurso de camisetas, mas não faz concurso de samba, que tradicionalmente é composto pela Ala de Compositores dos Escravos da Mauá, com a participação de todos que querem juntar idéias. "- Não queremos suscitar nenhum tipo de rivalidade. Além disso, nosso objetivo é contar a história da região portuária, do samba, da cultura negra, tudo num clima de amizade. Nos primeiros anos, eu mesmo fazia as letras. Depois, isso se transformou num processo de criação coletiva. Depois de colher as idéias discutidas, busco passar o sentimento das pessoas pro papel. Pra não ficar muita bagunça, sempre escolhemos antes o tema musical, que na maioria das vezes tem sido de autoria do Zé da Lata" conta Ricardo Costa, que, como Zé da Lata, não assina a autoria do samba. Dessa forma, nasceu, por exemplo, em 2006, o "Boa companhia faz o dia clarear", que se tornou o hino da agremiação.
Em 2011, no entanto, a coisa foi um pouco diferente: o samba foi composto pela Jovem Guarda da Velha Guarda dos Escravos da Mauá, "nascida e criada" no bloco. E a garotada arrasou, com o belíssimo "O que passou e o que virá", que honrou todas as tradições acumuladas.
No ano de sua fundação, 1993, o Escravos da Mauá desfilou com cerca de 500 pessoas. Em 2006, arrastou 20 mil foliões e foi eleito, em eleição popular online pelo Jornal do Brasil, como "o melhor bloco do carnaval 2006". "- Por um lado, a gente sente a perda de um relacionamento mais próximo com as pessoas, já que, antes, todo mundo se conhecia. Por outro lado, é muito bacana ver 20 mil pessoas cantando o nosso samba e se divertindo", celebra a moçada dos Escravos da Mauá - que, aliás, acaba de ganhar o Prêmio O Globo de Blocos, como o melhor bloco do carnaval 2011.